1984 (ou 1964?): torturas e roedores

A distopia 1984, de George Orwell, retrata o terror psicológico e físico sofrido pelo indivíduo obrigado a se tornar um mero fantoche nas mãos de torturadores. Isso é algo que a simples memorização da Lei nº 9.455/1997 não consegue demonstrar: a tortura vai muito além do que a legislação é capaz de abarcar. O tema da tortura para este post se deve a toda a comoção social gerada pelos acontecimentos de 17 de abril passado. Independentemente de opiniões e ideologias políticas, é preciso compreender a magnitude e a gravidade de certos símbolos, carregados de significados, evocados pelo deputado Jair Bolsonaro antes de proferir o seu voto em relação ao impeachment da presidente, que homenageou e exaltou o terror sofrido por homens e mulheres no mais nefasto capítulo da história brasileira, representado na “pessoa” do Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. NADA justifica a captação da dignidade humana dos presos políticos, nos termos praticados pelo regime ditatorial.

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