Rock e Direitos Humanos: System of a Down e o genocídio armênio

A chuva caía na fria noite de Yerevan, na Armênia. Ainda assim, uma multidão de aproximadamente 50 mil pessoas aguardava na Praça Central. Antes de qualquer acorde, a imagem em preto e branco de uma criança com as mãos nos olhos é transmitida nos telões, logo acompanhada por uma melodia suave, étnica… armênia. Logo a imagem é alterada e um emaranhado de palavras, imagens e vozes começa a narrar a triste história daquele considerado o primeiro genocídio do século XX. E então, a banda System of a Down sobe ao palco, entoando a significativa Holy Mountains (“Montanhas sagradas”) – uma de suas várias canções sobre conflitos internacionais e o genocídio armênio.

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1984 (ou 1964?): torturas e roedores

A distopia 1984, de George Orwell, retrata o terror psicológico e físico sofrido pelo indivíduo obrigado a se tornar um mero fantoche nas mãos de torturadores. Isso é algo que a simples memorização da Lei nº 9.455/1997 não consegue demonstrar: a tortura vai muito além do que a legislação é capaz de abarcar. O tema da tortura para este post se deve a toda a comoção social gerada pelos acontecimentos de 17 de abril passado. Independentemente de opiniões e ideologias políticas, é preciso compreender a magnitude e a gravidade de certos símbolos, carregados de significados, evocados pelo deputado Jair Bolsonaro antes de proferir o seu voto em relação ao impeachment da presidente, que homenageou e exaltou o terror sofrido por homens e mulheres no mais nefasto capítulo da história brasileira, representado na “pessoa” do Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. NADA justifica a captação da dignidade humana dos presos políticos, nos termos praticados pelo regime ditatorial.

Empatia e os seis caminhos da dor

Recentemente, aceitei o desafio e comecei a assistir Naruto. A meu ver, entre todas as tramas, nenhuma é tão promissora quanto a do jovem Nagato, com seus Seis Caminhos da Dor. Seu enredo possibilita uma reflexão sobre os Direito Humanos, uma categoria de direitos tão incompreendida e estigmatizada, com muito mais faces que apenas a popular questão criminal.

A justiça da sociedade contra um menino chamado Chaves

Hoje, dia 28 de novembro de 2015, faz um ano que o saudoso Roberto Bolaños, o Chespirito, acordou do sono da vida. Não sei vocês, mas o Chaves marcou minha infância/juventude. Fiquei pensando se além do social, haveria em Chaves alguma representação jurídica. Imediatamente me lembrei do episódio "Era uma vez um gato": Quico havia ganhado um gato e, devido a um infeliz incidente, Chaves o atropela com uma bicicleta. Fica decidido que Chaves irá a júri, para que seja decidido o seu papel no "crime"...

Sobre leis, piratas e heavy metal

Confesso que para minha primeira contribuição com o Superjurídico pensei em escrever sobre um determinado assunto, mas o som de uma simples música me fez mudar de ideia, culpa dos malucos do Alestorm, uma banda de heavy metal pirata (não, pirataria mesmo, nada a ver com download em certas baías da internet) da Escócia. Quando estava conhecendo a banda, me deparei com uma música chamada Capitain Morgan’s Revenge, cuja letra conta uma história sobre um bando de piratas que faz um motim, trai o capitão do navio e o faz andar na prancha. Antes de virar comida de peixe, ele joga uma maldição que persegue a tripulação até o fim de seus dias. Isto porque eles quebraram A LEI, O CÓDIGO...