Esqueça House of Cards. A política brasileira é Game of Thrones

2016.05.11 Esqueça House of Cards. A política brasileira é Game of Thrones

Fala, povo brasileiro!

Hoje é dia de votação do processo de impeachment da Presidente no Senado, prevista para as 19h, a qual rogo para que não seja infame como foi a votação realizada na Câmara dos Deputados (independentemente do resultado).

Por falar nisso, o Presidente Interino desta Casa, Deputado Waldir Maranhão, que assumiu o cargo após a queda do Presidente Eduardo Cunha, “anulou” a votação de 17 de abril há dois dias, sob o argumento – em parte do Ministro José Eduardo Cardozo, da Advocacia-Geral da União – de que teriam ocorridos vícios no processo.

Ocorre que a anulação não foi reconhecida pelo Senado, segundo o Presidente da Casa, Renan Calheiros, que determinou o prosseguimento do processo e a realização da votação de hoje. Pelo menos era isso o que prevalecia até a publicação deste post. Está difícil acompanhar tudo que anda acontecendo no País. O cenário político muda o tempo todo, na mesma temporada; a cada episódio, uma nova reviravolta.

Conforme o ótimo artigo de Gustavo Kahil, do qual tomei emprestado seu apropriado título para este post, “Até outro dia a novela política brasileira era – exaustivamente, aliás – comparada a ‘House of Cards‘, a série da Netflix em que o vice-presidente conspira pelo cargo mais alto da república. Mas a lista de protagonistas que podem ‘morrer’ a qualquer momento fez com que a comparação subisse alguns degraus na escala de sanguinolência“. Segundo o banco francês Natixis, Na saga brasileira, assim como em Game of Thrones, não se apegue aos personagens“, pois eles morrem quando menos se espera (embora eu devesse esperar a morte de qualquer personagem interpretado por Sean Bean).

A potencial falta de legitimidade caso o vice-presidente Temer assuma, um bombardeio nos tribunais sobre o processo contra a presidente Rousseff continua como uma possibilidade e mesmo um retorno ao estilo de Jon Snow do ex-presidente Lula não deve ser desconsiderado“, pondera o Natixis sobre quem ficará com o trono de ferro.

Daqui a algumas horas, saberemos mais (até que um próximo episódio faça tudo mudar de novo). O inverno está chegando.

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4 comentários sobre “Esqueça House of Cards. A política brasileira é Game of Thrones

    1. Obrigado, Senhor Presidente.

      Mas creio que podemos afirmar se tratar de uma tragicomédia. Certamente Frank Underwood anda se divertindo bastante com tudo que tem acontecido com nossa política tupiniquim:

      5 vezes em que House of Cards tirou sarro da política brasileira | Superinteressante

      Esta outra sátira também foi bem bolada:

      Crash | House of Cards Brasil – A Reviravolta

      Pensando bem, não esqueça House of Cards. A política brasileira inspira essa série, ainda que tenha incorporado elementos de Game of Thrones.

      Curtido por 4 pessoas

  1. Será que alguém dormiu direito, sem saber o final da série? Quando conferi ainda faltavam seis senadores para encerrar os discursos.

    Infelizmente na Série Federativa não tem romance nenhum e os protagonistas se camuflam de bons moços a todo o momento.

    O discurso de mágoa do Senador Fernando Collor foi o comparativo entre o processo de impeachment no seu governo e o atual. A diferença entre os períodos de análise e votação de ambos. Acontece que talvez em 1992 não houvesse tantos envolvidos e autoprejudicados como no impeachment da presidente Dilma. Veja a íntegra aqui.

    O único ponto positivo do processo de impeachment foi o crescente interesse do povo pela política nacional. Só espero que isto se reflita nas próximas eleições.

    Curtido por 5 pessoas

  2. O Rei está morto. Longa vida ao Rei!

    Noite de ontem até a madrugada de hoje acabar, em sessão que durou vinte horas e meia, o Senado aprovou o processo de impeachment da Presidente.

    Dos 81 senadores da República, 78 se fizeram presentes. Destes, 55 votaram a favor e 22, contra. Para que o pedido fosse aceito era necessário maioria simples (quando o total de votos é maior que a metade do total de votos dos presentes, assim, no caso, bastariam 40 votos para aprovação do processo de impeachment).

    Agora a Casa possui 180 dias para julgar as acusações contra Dilma Rousseff.

    Para quem tiver muuuuuuuito tempo disponível (ou conseguir pular para as partes “boas”), segue o vídeo da votação do impeachment no Senado.

    Curtido por 3 pessoas

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